7 atitudes coach para situações cotidianas da família

No nosso cotidiano de pais nos deparamos com muitas situações que podem nos deixar “de cabelos brancos” e muitas vezes nos levar à total impressão de que não estamos sabendo lidar com nossos filhos. Situações que até podem ser simples de se encarar e resolver, desde que façamos algumas transformações na nossa forma de abordagem. Essas transformações nos levam pouco a pouco a nos tornarem os melhores coaches que nossos filhos podem ter.

A chave da abordagem coaching no dia-a-dia são as boas perguntas. Pais coachs não induzem os filhos a dar a resposta que querem ouvir; fazem perguntas abertas e têm uma escuta acolhedora, o que leva a criança a refletir verdadeiramente nas questões, gerar novas atitudes e confiar que pode expor o que sente e pensa sem o medo de ser julgada.

Ao invés de ficarmos patinando na briga, na crítica ou nas ameaças, como podemos oferecer aos nossos filhos tudo de positivo que o coaching traz?

A seguir pontuo 7 situações em que podemos repaginar nossas atitudes com boas perguntas:

  • Meu filho não come”: O que faria nossa refeição mais divertida? Em que momento do dia você vai experimentar um novo alimento? Vamos colorir nossos pratos e tirar fotos?

 

  • Meu filho come demais”: O que você pode passar a comer para que você se sinta mais animado? Em quais momentos do dia vamos trocar o refrigerante / suco de caixinha por água fresquinha? Vamos fazer uma lista de alimentos que você considera saudáveis?

 

  • Meu filho não ajuda na arrumação da casa”: Filho(a /os/as), o que a gente ganha quando a casa está arrumadinha? Como podemos organizar uma rotina de ajuda para todos da família? Que tal um concurso de quarto mais arrumado entre nós todos?

 

  • Meu filho não tem bons hábitos de higiene”: Vamos comprar uma escova de dentes do seu personagem preferido? Que cor você queria que fosse seu sabonete? Daqui a pouco é hora do banho, vá se organizando para começar no horário, ok?

 

  • Meus filhos só brigam”: Que outras formas vocês têm de resolver esse impasse pacificamente? Se você pudesse falar para ele o que pensa sem precisar machucar ou ser machucado, o que poderia ser? (fazer em separado com cada filho e sugerir que treinem o que dizer com vocês).

 

  • Meu filho tirou nota baixa de novo”: Você consegue perceber o que pode ter acontecido? O que você pode fazer para mudar isso?

 

  • Meu filho é tímido demais”: Quando você chega perto de alguém, que coisas você pensa? Como você se sente com esse sentimento? Tem algo que possamos fazer para você se sentir melhor?

Notem um detalhe: as perguntas nunca tendenciam a criança em sua resposta e tampouco podem ser respondidas com SIM ou NÃO. Pouco a pouco todos os diálogos entre vocês passam a ser mais ricos, mais elaborados e com um verdadeiro ganho emocional convertido em novas atitudes. Isso são apenas pílulas do que o processo de coaching pode gerar para as crianças e suas famílias.

Suzana Nishie é pedagoga, coach infantil, de pais e professores e, principalmente, mãe da Marina.

https://www.facebook.com/pg/coachsuzananishie

 

 

 

 

 

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